Certa vez ouvi um pregador, não me lembro quem, falar sobre a importância de viver nossa humanidade com intensidade, pois existem coisas que fazemos aqui neste mundo que são lícitas e dádivas de Deus e que não faremos na eternidade. Temos, aqui e agora, a oportunidade única de desfrutarmos de sensações e prazeres que a eternidade não nos proporcionará, disse o pregador. Veja por exemplo o casamento e o conceito de famílias que possuímos: ele não encontra respaldo bíblico para permanecer existindo na eternidade, mas a Bíblia declara ser uma dádiva a ser vivida aqui na terra.
O rei Salomão argumentou que as pessoas se ocupam tanto com ansiedades e preocupações e por isso deixam de viver a sua humanidade. Argumenta o sábio que comer, beber e trabalhar de forma prazerosa é o melhor da vida terrena (Eclesiastes 2. 22-26).
Sigo minha reflexão na direção de valorizar a nossa humanidade acentuando a necessidade de que nesse trajeto saibamos identificar a linha tênue que divide o viver uma humanidade sadia expressa por lazer, descanso e diversão que não corrompam valores e princípios e a entrega desregrada na busca de satisfação a qualquer preço onde o narcisismo e o “culto ao eu” tomam o lugar da devoção a Deus. Noutras palavras: Viver a humanidade não significa se esquecer de Deus e dos valores morais por Ele norteados, ou ainda, numa outra forma de resumir esse parágrafo eu diria que é importante divertir-se sem pecar.
Portanto, viva a sua humanidade, mas lembra-te do teu Criador!
Pr. Joel Stevanatto
| Boletim 60 OBPC Mandaqui – Viva a sua humanidade |